MARCUS MANZONI

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• F A I X A S  E M  D E S T A Q U E •



• B I O G R A F I A •

Cantor/compositor de folk urbano, Marcus Manzoni silenciosamente constrói um dos mais fortes catálogos da cena indie do Rio Grande do Sul enquanto modela sua carreira de forma imprevisível e idiossincrática.

Os elogios que recebeu de grandes artistas como Lisandro Aristimuño, Thedy Corrêa (Nenhum de Nós), Ângelo Franco e Nilton Ferreira, referentes ao seu primeiro álbum em 2013, não o influenciaram a ponto de seguir uma única linha. Ao contrário disso, Manzoni segue sua própria musa aonde quer que ela o leve, sem depender da aprovação dos fãs e críticos.

Sua independência nasceu primeiro por parte da sua localização geográfica – fronteira oeste do Rio Grande do Sul – longe dos grandes centros teve que aprender a se virar artística e musicalmente por conta própria. Segundo por parte da sua influência musical, que na adolescência transitava por milongas, post-punk e doom metal, e mais tarde vieram dar volume à salada: Mark Kozelek, Lisandro Aristimuño, Neil Young e Damien Jurado, artistas de perfis semelhantes ao seu, com os quais sentiu compartilhar de um mesmo ideal: a independência criativa.

Marcus Manzoni iniciou sua carreira artística bastante cedo, com 12 anos de idade (2000) já compunha suas próprias músicas, com 14 anos (2002) já se apresentava frequentemente em shows com bandas que tinha com amigos e, sozinho, de voz e violão em festivais de música, festas, restaurantes e bares de Santiago, sua cidade natal. No final da adolescência já acumulava prêmios em festivais regionais.

No ano de 2004 dava seus primeiros passos como produtor musical, estudando de forma autodidata a relação música/computador, começou a gravar e produzir suas próprias músicas e também jingles publicitários para empresas e sites.

Em 2006, junto com seu parceiro musical e amigo de infância Alan Pires, formou a banda “Anlis”. Tocando um estilo musical pesado, lento e melancólico, abordavam temas apocalípticos e sobre o caos humano, em inglês.

Em agosto de 2009 sua música “Sob Um Céu de Porto Alegre”, com letra de Anderson Mireski, foi selecionada para o 1º Festival de Voz e Violão do Rio de Janeiro, organizado pela OMB (Ordem dos Músicos do Brasil). Alguns dias no Rio de Janeiro foram o suficiente para sentir o peso do distanciamento geográfico que o separava da fronteira oeste do Rio Grande do Sul, o que lhe causou um estranhamento do local em que estava e de si mesmo, e isto o aproximou emocional, estética e artisticamente do sul e do pampa gaúcho.

Em meados de 2011, Marcus Manzoni comunicou à imprensa que lançaria seu primeiro álbum em carreira solo e iniciou um grande processo de reciclagem de ideias, sentimentos e interesses, e recluso em seu estúdio se pôs a escrever e gravar novas músicas. Manzoni compôs um álbum de folk/rock com 17 músicas em inglês, no qual uma das faixas era “BR-287” (lançada somente em 2014). Este viria a ser o seu primeiro lançamento em carreira solo, porém por conta de problemas de saúde e em intensa crise de identidade artística, entendeu que ainda não se sentia pronto para lançar suas músicas. Reiniciou um longo estudo estético-artístico sobre sua música, sobre si mesmo, sobre o lugar onde estava e sobre o que via e sentia, reformulando assim o conceito sobre sua criação artística e a localização geográfica, onde o rock e a música gaúcha se encontraram de alguma forma habitando simultaneamente o seu interior.

Em junho de 2013, após 2 anos de reclusão e auto-conhecimento, lança o álbum intitulado “2 Anos Depois”, de forma totalmente independente. Composição, produção, arranjos, gravação dos instrumentos, mixagem e masterização, tudo realizado por ele mesmo, chamando a atenção de outros artistas e surpreendendo os críticos da imprensa e aqueles que esperavam por ouvir o primeiro trabalho de Marcus Manzoni.

O álbum “2 Anos Depois” foi indicado pelo site Embrulhador.com para a lista “Os Melhores da Música Brasileira de 2013”.

Em março de 2014 a música “Vida En El Sur”, faixa 7 do álbum “2 Anos Depois”, foi uma das 15 selecionadas pelo ícone da música argentina Lisandro Aristimuño, para fazer parte do Volume 8 da Coletânea M.S.F.L. (Música Sin Fines de Lucro), projeto que Aristimuño criou em seu site para difundir e divulgar talentos da música independente latino-americana.

Marcus Manzoni fundou o selo/gravadora Ué Discos em julho de 2014. Encantado pelas músicas de outros artistas independentes do seu estado e também daqueles que produzia em seu estúdio, decidiu criar um selo a fim de unir, divulgar e distribuir comercialmente os artistas em prol da valorização da música independente. Todos os artistas da Ué Discos têm produção constante e independente, e mantém até 91% dos royalties sobre suas músicas e produtos. No cast de artistas da Ué Discos também estão: Aerogramas, Bidu Silas, Decoders, Fantomaticos, Jass Carnival, Kaustica e Voxez.

Já com a Ué Discos em pleno funcionamento, em dezembro de 2014 fez seu primeiro lançamento através do selo, foi o single “BR-287“. Lançado em um CD com 3 versões da mesma música, que já havia sido composta em 2011 como uma homenagem à rodovia pela qual mais andou na vida. Com letra em inglês e com clima de legítima canção de estrada, Manzoni apresentou uma mistura de country, folk e rock. “BR-287” teve repercussão na mídia estadual, o jornal Diário de Santa Maria, resenhou o lançamento com o título “O Multitalentoso Marcus Manzoni“.

O segundo álbum completo de Marcus Manzoni veio no ano seguinte. “Acoustic Sundays, Volume 1” foi uma compilação de 15 músicas acústicas e inéditas, que foram compostas, gravadas e lançadas aos domingos, entre 22 de março e 28 de junho de 2015. A ideia central foi baseada em um desafio que Manzoni propôs a si mesmo de compor, gravar, produzir durante a semana e lançar no domingo, utilizando-se apenas de instrumentos acústicos.

Todas as 15 canções deste primeiro volume do “Acoustic Sundays” apresentaram apenas violões, uma ou mais vozes sobrepostas (e até corais harmonizados de 4 ou mais vozes), ukuleles soando como bandolins, elementos percussivos em algumas faixas, e até piano na última faixa – apenas instrumentos acústicos – comprovando a versatilidade das suas habilidades como multi-instrumentista, sendo que todas as vozes e instrumentos foram gravados por ele mesmo.

Como o autodesafio foi realizado anelando seu autoconhecimento, Manzoni não se privou em escrever e cantar apenas em uma língua ou estilo. Em Acoustic Sundays, Volume 1 apresentou canções em português, inglês, espanhol e até chinês, experimentando a sua versatilidade em todos os sentidos, pois este álbum possui músicas alegres, enérgicas, tristes, emotivas, introspectivas, cômicas e até psicodélicas.